Veja dez curiosidades de ‘Tropa de elite’, que estreava há dez anos nos cinemas

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Da venda ilegal de DVDs do filme antes da estreia até se tornar uma das maiores bilheterias do cinema nacional, “Tropa de elite” dividiu opiniões e fez história. O longa é considerado o 30º melhor filme brasileiro segundo ranking elaborado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Confira curiosidades do filme, que completa dez anos neste mês de outubro:

 

1. Trabalho de campo

José Padilha, diretor, e sua equipe fizeram um trabalho de campo antes de iniciarem as filmagens de “Tropa de elite”. Durante dois anos, entrevistaram policiais convencionais e do BOPE, de soldados e cabos até coronéis, além dos psiquiatras da polícia militar e uma professora da escola de oficiais. O material rendeu cerca de 1.700 páginas de documentos que ajudaram na construção de personagens.

 

2. Assalto de cinema

Em novembro de 2006, a van da equipe de filmagem foi roubada na saída do Morro do Chapéu Mangueira depois de uma gravação. Dentro dele estavam 30 armas adaptadas para disparar apenas tiros de festim e 60 réplicas de armas que eram usadas nas filmagens. O veículo foi recuperado logo depois, mas sem o armamento. Os fuzis, as metralhadoras e pistolas, poderiam voltar a funcionar. Os assaltantes foram presos dois dias depois, mas as armas não foram recuperadas.

 

3. Competição com a pirataria

Antes da estreia, estimava-se um milhão de cópias vendidas do filme em camelôs, sem contar os downloads ilegais, impossíveis de serem calculados. Por conta disso, as datas de lançamento do filme foram antecipadas duas vezes. Primeiro, estrearia no dia 9 de novembro. Depois foi antecipado para 12 de outubro, e, por fim, 5 de outubro, quando realmente foi para as telas dos cinemas comerciais.

 

4. Glamourização da violência

O filme dividiu as críticas. Do personagem Capitão Nascimento, que tortura, apavora moradores das favelas, a cenas que falam da corrupta relação das ONGs e dos líderes do tráfico, “Tropa de elite” foi acusado de glamourizar a violência. A equipe do longa se defendeu ao dizer que mostra o ponto de vista do policial para discutir a segurança pública, mesmo que não concorde com todas as atitudes do protagonista.

 

pimentel25. Consultoria de ex-Bope

O ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel foi co-autor do roteiro com José Padilha e Bráulio Mantovani. Pimentel escreveu o livro “Elite da tropa” com o policial André Batista, que também colaborou com o filme, e o antropólogo Luiz Eduardo Soares. Apesar disso, o livro não serviu como base para “Tropa de elite”, apenas como inspiração.

 

6. Negócios para gravar

Investigações da polícia revelaram que a equipe de produção de “Tropa de elite” pagou R$ 5 mil para realizar as filmagens no morro Babilônia. O dinheiro foi entregue ao presidente da Associação de moradores.

 

7. Novidades no elenco

André Ramiro, que deu vida ao policial Matias, nunca tinha atuado. O mais perto que chegou de um filme foi como porteiro do Art Fashion Mall. Após a indicação de um amigo, o ator João Velho, ele participou de testes e oficinas da preparadora de elenco Fátima Toledo, conquistou o papel e o público.

 

8. Fora da disputa do Oscar

“Tropa de elite” chegou a figurar entre as opções do Brasil para levar até a academia na disputa pelo Oscar, mas foi deixado de lado na decisão final. “O ano em que meus pais saíram de férias”, de Cao Hamburger, foi o escolhido, mas não entrou na disputa final, deixando o país sem um Oscar, mais uma vez.

 

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9. Prêmios

Se não deu para disputar o Oscar, a situação já foi diferente no Festival de Berlim. “Tropa de elite” ganhou o “urso de ouro”, o maior prêmio do festival em 2008. No Grande prêmio do cinema brasileiro, o longa acumulou nove estatuetas: melhor direção, para José Padilha; melhor ator, para Wagner Moura; melhor ator coadjuvante para Milhem Cortaz; melhor fotografia, para Lula Carvalho; melhor maquiagem, para Martin Macias Trujillo; melhor montagem, a Daniel Rezende; melhor som, para Leandro Lima, Alessandro Laroca e Armando Torres Jr.; melhores efeitos especiais, para Phil Neilson e Bruno van Zeebroeck; e melhor longa-metragem nacional.

 

10. Os números

A pirataria foi contornada com R$ 2,4 milhões de espectadores nos cinemas e atingiu R$ 10,3 milhões em bilheteria. Foi o maior sucesso do cinema nacional em 2007. Nada mal para uma superprodução que custou, aproximadamente, R$ 10,5 milhões.

 

FONTE: Jornal Extra

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